Zezé Di Camargo perdeu show de meio milhão depois de atacar evento com Lula no SBT
Data: 16 de dezembro de 2025
Zezé Di Camargo fez um vídeo atacando o SBT por ter exibido um especial de Natal depois que a emissora inaugurou seu canal de notícias com a presença de Lula e Alexandre de Moraes, e agora está chorando as pitangas porque o prefeito de São José do Egito, em Pernambuco, cancelou o show dele.
A informação vem da colunista Amanda Miranda, do ICL Notícias, que foi quem trouxe essa história e mostrou como funciona esse esquema de artista mamando nas tetas do poder público. O prefeito Fredson Brito anunciou o cancelamento depois que o contrato vazou e virou polêmica nacional, porque não é pouca coisa não: meio milhão de reais para uma hora e meia de show, bancado em parte com recursos federais que vieram de emenda do deputado Augusto Coutinho.
Agora vou explicar para vocês como essa engrenagem funciona, porque tem muito mais coisa por trás dessa história do que parece. Zezé Di Camargo tem pelo menos 77 menções no sistema de busca do Portal de Contratações Públicas da União desde 2023. Sim, vocês ouviram certo, setenta e sete contratos com dinheiro público.
E não para por aí, não. Amanda Miranda descobriu que esse contrato de São José do Egito era R$ 50 mil mais caro do que um show da dupla Zezé Di Camargo e Luciano em Porto Belo, Santa Catarina. Ou seja, sozinho ele cobra mais caro do que junto com o irmão. E na semana passada ele se apresentou em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul, num evento de Natal bancado pelos cofres da secretaria de Educação, por R$ 505 mil.
Vocês conseguem entender a hipocrisia dessa situação? O cara vive mamando na teta do Estado, fazendo show atrás de show com dinheiro público, e quando vê Lula num evento do SBT resolve fazer escândalo político. É como se ele tivesse o direito exclusivo de usar verba pública para se promover, mas ai de quem ousar aparecer junto com políticos que ele não gosta.
O vídeo que causou toda essa confusão foi gravado na madrugada de domingo para segunda, e pela manhã Amanda Miranda já tinha exposto o contrato nas redes sociais. A repercussão foi tanta que o prefeito Fredson Brito não teve outra escolha senão cancelar o show. A arte da Festa de Reis com a cara do sertanejo sumiu do perfil oficial da prefeitura como se nunca tivesse existido.
Na nota oficial, o prefeito disse que não aceita que “São José do Egito seja colocado no centro de polêmicas decorrentes de questões individuais de quem quer que seja”. Traduzindo do politiquês para o português: o cara não queria aparecer na mídia nacional como o prefeito que gastou meio milhão com um artista que faz birra política na internet.
E sabe qual foi a solução? Contrataram a banda de forró Seu Desejo para substituir Zezé na programação da 159ª Festa de Reis. Em junho, essa mesma banda foi contratada por R$ 400 mil para um evento em Santa Luzia, na Paraíba.
Mas o que mais me impressiona nessa história toda é a naturalidade com que esses artistas tratam o dinheiro público como se fosse uma conta corrente particular. Setenta e sete contratos desde 2023, gente.
E quando a coisa aperta, quando a sociedade descobre e faz barulho, aí vem o discurso de vítima, de perseguição política, de censura. Mas cadê esse discurso quando está assinando contrato atrás de contrato com prefeituras pelo Brasil afora? Cadê a indignação com o sistema quando está do lado de quem se beneficia dele?




