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Lula quer expulsão de servidor que agrediu mulher e criança no DF

Data: 26 de dezembro de 2025

David Cosac Junior, servidor da Controladoria-Geral da União, foi flagrado pelas câmeras de segurança agredindo brutalmente uma criança de quatro anos e a mãe dela no estacionamento de um prédio em Águas Claras. As imagens rodaram as redes sociais e mostraram uma cena de covardia que fez o estômago de qualquer pessoa revirar.

O presidente Lula não perdeu tempo e determinou na quinta-feira a abertura imediata de processo interno na CGU para responsabilização e expulsão do agressor do serviço público federal.

David Cosac Junior era namorado da mãe da criança e, na noite de 7 de dezembro, partiu para cima dos dois no estacionamento do prédio onde moravam. A violência foi tanta que a Justiça do DF concedeu medida protetiva de urgência para a criança, proibindo qualquer contato do agressor e estabelecendo distância mínima de 300 metros. A juíza Roberta Cordeiro de Melo Magalhães foi clara: há risco de nova exposição da vítima a situações de violência.

A mãe da criança, numa atitude que mostra a complexidade dessas situações de violência doméstica, pediu proteção judicial apenas para o filho. Ela disse não ver necessidade de proteção para si mesma naquele momento, embora tenha relatado o episódio e formalizado o fim do relacionamento. Imagina a situação dessa mulher, tendo que lidar com a violência contra ela e contra o próprio filho de quatro anos.

O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, agiu rapidamente e afastou David Cosac das funções, revogou a designação dele para cargo de chefia e proibiu o ingresso nas dependências do órgão durante as investigações. A portaria foi publicada no Diário Oficial, formalizando a dispensa do encargo de chefia. Agora é aguardar o processo administrativo disciplinar para a expulsão definitiva.

Lula foi direto ao ponto nas redes sociais, classificando o episódio como “agressão covarde” e “inadmissível”. O presidente disse que não vai fechar os olhos para agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. E completou com uma frase que deveria estar gravada na testa de todo servidor público: “Um servidor público deve ser um exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”.

A resposta do governo Lula neste caso mostra que é possível, sim, ter tolerância zero com violência contra mulheres e crianças, mesmo quando o agressor está dentro da própria máquina pública. David Cosac Junior vai responder criminalmente pelos seus atos e, se depender do processo administrativo, vai perder o emprego público que deveria honrar com exemplo de conduta.

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