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Assassino de Eliza Samúdio anuncia candidatura e diz que “não tem como não ser de direita”

Ex-goleiro foi preso pelo assassinato da mãe do seu filho, Eliza Samudio

Data: 19 de fevereiro de 2026

O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio, mãe de seu filho, acaba de anunciar seus planos para a política. Não é uma notícia qualquer. É um espelho apontado diretamente para o rosto da direita brasileira.

Bruno tem 41 anos, atua no futebol amador e cumpre pena em regime semiaberto. Segundo ele próprio, em entrevista à Rádio Itatiaia, só vai se candidatar depois que terminar de cumprir sua condenação. A data marcada é 8 de janeiro de 2031. Depois disso, ele quer começar sua carreira política em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Mas o mais revelador não é o plano. É a declaração que ele fez durante a conversa. “Não tem como não ser de direita”, disse Bruno. E sabe o que é assustador? Ele está absolutamente certo. Isso não é coincidência. É projeto.

Um homem que tirou a vida da mãe de seu filho quer entrar na política. E tem gente que o apoia. Enquanto Eliza Samúdio está morta, seu assassino conta os dias para sair da cadeia e entrar no palanque.

A verdade que ninguém quer dizer em voz alta é essa: um condenado por feminicídio não teria espaço em nenhuma outra ideologia. A esquerda o rejeitaria. Não duvido que a extrema-direita abriria as portas para ele. Porque Bruno representa exatamente o que a direita defende.

Eliza Samúdio merecia viver. Seu filho merecia crescer ao lado da mãe e livre do estigma de ser filho de um assassino. Ambos mereciam justiça real, não essa farsa de pena cumprida que abre caminho para poder. Enquanto isso, seu assassino conta os dias para sair da cadeia e entrar no palanque. E

Isso não é política. É conivência. É cumplicidade. É o Brasil que a direita construiu. Um Brasil onde assassinos de mulheres saem da cadeia e viram candidatos. Um Brasil onde a morte de uma mulher é apenas um obstáculo temporário na carreira política de seu assassino.

A declaração de Bruno não é um erro. É uma confissão. E a direita deveria ter vergonha dela.

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