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Inimigos do Trabalhador: PL e União Brasil prometem a empresários barrar fim da escala 6×1

Congresso Nacional

Data: 24 de fevereiro de 2026

PL e União Brasil prometeram ao empresariado paulista que trabalharão no Congresso para barrar a votação do projeto que acaba com a escala 6×1. A informação veio das próprias lideranças partidárias, Valdemar Costa Neto (PL) e Antônio Rueda (União Brasil), durante um jantar promovido pelo Grupo Esfera em São Paulo.

A dupla explicou que a manobra será feita dentro da Comissão de Constituição e Justiça, aquela mesma que virou abrigo para projetos que ninguém quer assumir publicamente. Eles afirmam que a ideia é impedir que a proposta avance. E o clima foi tão afinado com os empresários que as falas contra a redução da jornada foram recebidas com aplausos. Nada como defender o descanso alheio com um entusiasmo que ninguém ousa aplicar ao próprio calendário.

Valdemar Costa Neto justificou que dificilmente parlamentares topariam votar contra algo que melhore o descanso semanal do trabalhador. Seria muito arriscado para quem depende do voto da população que vive sob a escala que eles querem manter. A solução proposta é deixar o tema encalhado na CCJ e evitar qualquer votação.

O encontro acontece enquanto setores empresariais e bancadas temáticas pressionam para enterrar mudanças na jornada semanal. E tudo isso enquanto o Congresso segue discutindo se trabalhadores merecem dois dias de descanso. Um debate curioso para uma Casa que, na prática, opera com folgas mais generosas do que qualquer escala formal.

A escala 6×1 continua sendo o regime no qual o trabalhador trabalha seis dias seguidos e descansa um. A proposta em análise quer ampliar para dois dias de folga. A resistência vem justamente de quem desfruta de uma agenda bem mais flexível que a do trabalhador comum.

A contradição não passou despercebida nem dentro do próprio governo. O vice presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também se reuniu com empresários na Fiesp e lembrou que há uma tendência internacional de redução de jornada. Ele afirmou que o tema exige calma, mas reconheceu que o movimento global é real.

Enquanto isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o relator da proposta será escolhido ainda nesta semana. A ideia é juntar as propostas apresentadas por Érika Hilton e Reginaldo Lopes, ambos defensores da redução do tempo de trabalho semanal.

Por trás do discurso inflacionário e das promessas de blindagem na CCJ, o que se vê é um embate claro entre interesses de trabalhadores que pedem mais descanso e uma parte do Congresso alinhada ao empresariado que teme mudanças nas relações de trabalho. O debate sobre a escala 6×1 virou um teste de forças e um espelho da prioridade real de quem ocupa as cadeiras do Legislativo. Como de costume, a disputa mostra que a economia só ganha preocupação quando o impacto recai sobre quem está no topo.

1 comentários para “Inimigos do Trabalhador: PL e União Brasil prometem a empresários barrar fim da escala 6×1”

  1. Os parlamentares que votarem contra o fim da escala 6X1 podem fazer fila indiana porque vão cair um a um como peças de dominó.
    Nem vai adiantar fazer videozinho bajulando a Dra. Tatiana Sampaio, dizendo que apoiam a ciência (depois do comportamento vergonhoso da COVID sem vacina).

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