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Eduardo Bolsonaro é afastado da PF por não voltar ao trabalho após perder mandato

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato e a vaga na PF

Data: 27 de fevereiro de 2026

A Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro afastou Eduardo Bolsonaro preventivamente do cargo de escrivão na Delegacia de Angra dos Reis. O motivo é simples: ele não voltou ao trabalho depois que perdeu o mandato de deputado em dezembro de 2025.

Segundo a Portaria nº 142, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26), o ex-deputado se ausentou do serviço de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos. Quando o mandato acabou, a PF determinou que ele retornasse ao cargo. Ele não apareceu. Agora está afastado enquanto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) apura o que aconteceu.

O afastamento vale até a decisão final do processo, que pode resultar em demissão. A portaria também determinou que Eduardo entregasse a carteira funcional e a arma de fogo. Ele tem cinco dias úteis para cumprir a ordem.

O contexto que explica tudo

Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele é réu por coação no curso do processo por sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras. Ou seja, enquanto enfrenta processos aqui, ele está lá. E enquanto está lá, não comparece ao trabalho que tinha como servidor público.

Aqui está o ponto: Eduardo tinha um cargo na PF. Não era um cargo eletivo. Era um cargo de servidor público, como qualquer outro funcionário. Quando se tornou deputado, se afastou desse cargo. Quando deixou de ser deputado, a corporação esperava que ele voltasse. Ele não voltou. Ficou 30 dias sem aparecer, sem justificar, sem avisar.

A situação configura o que a lei chama de abandono de cargo. É quando um servidor público simplesmente desaparece do trabalho sem motivo legítimo.

O que muda agora

O PAD vai investigar se Eduardo realmente se ausentou de forma intencional e injustificada. Se a conclusão for essa, ele pode ser demitido. Não é um processo rápido, mas a Polícia Federal está seguindo o protocolo. Está fazendo o que deveria fazer com qualquer servidor que abandona o cargo.

Segundo a Corregedoria Regional da PF no Rio de Janeiro, conforme publicado no Diário Oficial da União, o prazo para Eduardo entregar os documentos e a arma começou a contar nesta quinta-feira. Cinco dias úteis. Depois disso, o PAD segue seu curso.

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