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Gilmar Mendes anula quebra de sigilos de empresa da família de Toffoli

O ministro do STF Gilmar Mendes

Data: 27 de fevereiro de 2026

O ministro Gilmar Mendes anulou nesta sexta-feira a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, empresa que pertence ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos José Carlos e José Eugênio. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado no Senado na quarta-feira anterior.

Para Gilmar Mendes, a decisão da comissão configura “desvio de finalidade” e “abuso de poder”. Em seu voto, o ministro afirmou que qualquer produção probatória desconectada do objeto que legitimou a criação da CPI representa um flagrante desvio de finalidade. Segundo ele, a imposição de medidas restritivas só se justifica juridicamente quando guarda estrito nexo de pertinência com o ato de instauração.

O ministro foi além e criticou duramente a fundamentação apresentada pela comissão. Gilmar Mendes escreveu que o requerimento apresenta “narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas”. Ele apontou que há um “verdadeiro salto lógico e jurídico” na decisão, já que sob o pretexto de combater crime organizado, a CPI decretou a quebra de sigilos sem indicar um único elemento concreto que vinculasse a empresa aos fatos narrados no requerimento de criação da comissão.

“Uma simples e rápida leitura da justificativa permite vislumbrar elementos vazios, destituídos de fundamentação concreta e sem amparo em base documental idônea”, reforçou Mendes em sua decisão. O ministro também questionou a falta de exposição de qualquer fundamentação concreta ou apontamento de suporte probatório mínimo que autorizasse tamanha ingerência na esfera privada dos investigados.

A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021. A CPI também havia determinado a mesma medida para os sigilos do Banco Master e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

Além da anulação dos sigilos, outra medida da CPI já havia sido afetada por decisões do STF. Na quinta-feira anterior, o ministro André Mendonça determinou que a participação dos irmãos de Toffoli na comissão era facultativa. A defesa deles alegou que foram convocados na condição de investigados e, portanto, tinham direito à garantia constitucional de não se autoincriminarem. Mendonça concordou e afirmou que investigados não têm obrigatoriedade de comparecer à CPI. Caso decidam participar, poderão permanecer em silêncio, não precisam ser submetidos ao compromisso de dizer a verdade e não podem sofrer constrangimentos físicos ou morais.

3 comentários para “Gilmar Mendes anula quebra de sigilos de empresa da família de Toffoli”

  1. Embaixo desse angú tem muito caroço. Quem não tem c. Não faz trato com p…
    Se não tem envolvimento, pq o sigilo?
    Tem que investigar esse ministro tbm.

  2. Ministro Gilmar Mendes tem comportamentos e atitudes suspeitas, queremos esclarecimentos e quem sabe investigações a respeito de sua conduta!!!!

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