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Flopou! Manifestação golpista em SP reúne 20 mil pessoas e cai pela metade em relação a setembro

ato flopado da direita

Data: 2 de março de 2026

Fonte: ICL Notícias
A direita saiu às ruas no domingo (1º) para mostrar força, mas o resultado foi bem menos impressionante do que eles esperavam. A manifestação organizada por lideranças da direita na avenida Paulista reuniu apenas 20,4 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo em parceria com a ONG More in Common. Para ter dimensão do que isso significa, um ato semelhante realizado em setembro do ano passado reuniu 42 mil pessoas. Ou seja, o público caiu pela metade.

A contagem foi feita por um sistema de Inteligência Artificial que identifica e contabiliza automaticamente as pessoas presentes na área analisada. O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica um público entre 18 mil e 22,9 mil pessoas no momento de maior concentração, registrado às 15h53. Mesmo considerando essa margem, o número fica bem abaixo do que a direita conseguiu mobilizar há alguns meses.

No Rio de Janeiro, a contagem realizada pelo mesmo Monitor estimou 4,7 mil participantes na praia de Copacabana. Considerando a margem de erro de 12%, o público teria variado entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas, com pico às 11h20. Não houve estimativas divulgadas para outras capitais do país, então o quadro completo da mobilização da direita fica incompleto.

O que esses números revelam é algo que as pesquisas de intenção de voto já vinham mostrando. A capacidade de mobilização da direita está em declínio. Enquanto Flávio Bolsonaro tenta vender a ideia de que está sendo perseguido, a realidade é que menos gente está disposta a fazer isso. A narrativa de perseguição pode funcionar em redes sociais, mas nas ruas, onde as pessoas precisam realmente aparecer, o entusiasmo está evaporando.

Isso não significa que a direita desapareceu do mapa político. Significa que sua capacidade de mobilização está enfraquecida. E quando você está tentando construir uma candidatura presidencial, como parece ser o caso de Flávio Bolsonaro, mobilizar ruas é uma forma de demonstrar força. Perder metade do seu público em seis meses não é exatamente a trajetória que você quer mostrar.

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