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Prisão de Vorcaro e Fabiano Zettel expõe plano contra adversários; jornalista estava entre os alvos

Movimentação de jornalistas em frente à superintendência da PF

Data: 4 de março de 2026

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4/3), o banqueiro Daniel Vorcaro em uma nova fase das investigações sobre o Caso Master. A prisão foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça e ocorre dentro da terceira fase da operação Compliance Zero. A operação cumpre três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, se entregou na superintendência da PF por volta das 9h30.

As prisões foram concedidas pela Justiça após a PF encontrar mensagens em que ele planejava ações contra pessoas que tratava como adversárias. Segundo a investigação, Vorcaro participava de um grupo de conversa chamado “A Turma”. Foi ali que a PF diz ter achado diálogos sobre ações contra supostos adversários, incluindo jornalistas. A apuração também aponta que ele teria usado serviços de policiais aposentados para monitorar essas pessoas. Em termos bem diretos, a polícia descreve um pacote que mistura intimidação, vigilância e bastidor, como se isso fosse uma parte normal do jogo, quando na verdade é o tipo de coisa que a lei trata como crime.

Violência física e intimidação

No celular do banqueiro, a PF afirma ter encontrado mensagens que citam até um plano de assalto para agredir e intimidar um jornalista. Segundo a Globo News, o alvo seria o jornalista Lauro Jardim. O plano previa não apenas simular um assalto, mas também agressões físicas contra o jornalista.

A PF diz investigar a possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídas a uma organização criminosa. Na prática, isso mostra que o caso não é só sobre mensagens feias em aplicativo, mas sobre estrutura, rede de apoio e dinheiro circulando com pressa demais para quem diz que não tem nada a esconder.

A PF afirmou que foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e medidas de sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com a justificativa de interromper movimentações de ativos do grupo investigado e preservar valores possivelmente ligados às práticas apuradas.

Vorcaro já tinha sido preso anteriormente, na noite de 17 de novembro, quando passava pelo raio x no Aeroporto de Guarulhos para embarcar rumo a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na ocasião, ele alegou que a viagem serviria para formalizar a venda do Master a um grupo de investidores estrangeiros. Onze dias depois, ele foi solto por decisão da desembargadora Solange Salgado, do TRF1, que entendeu que os riscos à investigação poderiam ser reduzidos com medidas alternativas, como tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte.

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