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Adolescente acusado de liderar estupro coletivo vira foragido no Rio

Fachada da delegacia que investiga o crime

Data: 5 de março de 2026

O adolescente de 17 anos, acusado de ter tramado e executado um estupro coletivo contra uma menina da mesma idade em janeiro, no Rio de Janeiro, recebeu ordem de internação do Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (5). O problema é que ele não estava em casa quando a polícia bateu na porta. E agora a Polícia Civil o procura como foragido.

Segundo a investigação, o rapaz não era apenas um dos agressores. Ele era o arquiteto do crime. O delegado Ângelo Lages, responsável pela 12ª DP em Copacabana, o descreve como “a mente por trás” dos estupros. Sua função era seduzir a vítima, ganhar sua confiança e levá-la até um apartamento na zona sul, onde outros homens já a aguardavam. Quatro deles já foram presos: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti.

O adolescente também é mencionado em outro caso, de 2023, quando tanto ele quanto a vítima tinham apenas 14 anos. Esse episódio só veio à tona depois que o primeiro crime ganhou repercussão.

Mas há um detalhe que complica tudo isso. Enquanto a polícia o procura, o Tribunal de Justiça do Rio acusa a Polícia Civil de ter cometido “sucessivos erros” no inquérito. Segundo o tribunal, em comunicado divulgado nesta quinta, a polícia enviou o caso para o juizado errado, tentando burlar o “princípio do juiz natural”. O inquérito foi mandado ao 5º Juizado de Violência Doméstica, quando deveria ter ido direto à Vara de Infância e Juventude. Além disso, o tribunal aponta que o inquérito não continha pedido de prisão, busca e apreensão, nem solicitação de urgência.

A Polícia Civil respondeu que seguiu “o trâmite regular” e realizou a investigação “com rigor técnico, celeridade e absoluto compromisso com a responsabilização dos envolvidos”. Enquanto isso, o adolescente continua desaparecido, e a disputa entre instituições segue em aberto.

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