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Justiça do Rio barra eleição precipitada na Alerj

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Data: 26 de março de 2026

A Justiça do Rio acabou com a festa na Assembleia Legislativa: anulou a sessão que elegeu Douglas Ruas como novo presidente. A decisão veio da desembargadora Suely Lopes Magalhães, presidente em exercício do TJRJ, que viu pressa demais no processo.

A eleição só poderia rolar depois da retotalização dos votos pelo TRE-RJ, marcada para terça-feira que vem. Sem isso, a composição oficial dos deputados fica incerta, e qualquer votação vira bagunça. Ruas, do PL, levou 45 dos 69 votos numa disputa sem concorrentes reais, já que PT e PSOL boicotaram tudo por causa das encrencas do antecessor.

Entenda o rolo: Rodrigo Bacellar, do União, perdeu o mandato no TSE por fraudes eleitorais de 2022. Sem presidente fixo, o interino Guilherme Delaroli (também PL) tocava a casa, e Ruas assumiria o governo estadual no vácuo deixado pela renúncia de Cláudio Castro na segunda. Até agora, quem governa o Rio de Janeiro é o desembargador presidente do TJTJ,Ricardo Couto.

Ruas, bacharel em direito e filho do prefeito de São Gonçalo, contava com apoio de Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto para miras maiores, como o mandato-tampão.

O que chama atenção é essa corrida contra o tempo: elegem às pressas um aliado bolsonarista para ocupar o Palácio Guanabara, ignorando a ordem lógica da Justiça Eleitoral. Parece manobra para blindar interesses antes que a retotalização bagunce o tabuleiro, mas o TJRJ freou na hora certa, devolvendo o foco à legalidade em meio a um histórico de cassações e prisões na Alerj.

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