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Ministério da Justiça exonera policial condenado por planejar morte de Lula, Alckmin e Moraes

Wladimir Mattos Soares

Data: 31 de março de 2026

O Ministério da Justiça e Segurança Pública formalizou a exoneração de Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal que foi condenado por participar de uma trama para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Soares integrava a equipe responsável pela segurança de autoridades durante a transmissão de cargo em 2022. Conforme as investigações revelaram, ele vazava informações sensíveis sobre Lula para integrantes da chamada “Abin paralela”, estrutura que operava a favor de Bolsonaro. O tribunal o condenou a 21 anos de prisão.

As mensagens recuperadas pela PF mostram Soares afirmando que o “plano era matar todo mundo” para manter Bolsonaro no poder. Em áudios enviados a seu advogado em janeiro de 2023, o policial descrevia estar em uma equipe pronta para agir com armas e aguardava apenas um “ok” para colocar o plano em prática. Ele reclamava que o ex-presidente “deu para trás” porque foi traído dentro do Exército, quando generais comunicaram que não apoiariam mais o golpe.

“A gente ia empurrar meio mundo de gente, pô. Matar meio mundo de gente. Estava nem aí já, cara”, disse Soares em um dos áudios, revelando a disposição do grupo em executar a operação.

Durante seu interrogatório no STF, Soares afirmou ser admirador de Moraes e mencionou ter atuado na segurança pessoal do ministro em 2016, quando Moraes era ministro da Justiça no governo Michel Temer.

A exoneração formaliza o rompimento institucional com um agente que, enquanto ocupava cargo de confiança na segurança presidencial, trabalhava simultaneamente para desestabilizar o Estado e eliminar seus líderes.

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