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Sete anos depois de ignorar declaração de amor de Bolsonaro, Trump diz “I Love You” para Lula

Data: 7 de maio de 2026

Donald Trump encerrou uma ligação com Lula (PT) na última sexta-feira (1º de maio) com um “I love you”, conforme apurou o g1 junto a fontes do governo brasileiro. O telefonema durou cerca de 40 minutos e marcou o tom amistoso que o encontro presidencial desta quinta-feira (7) na Casa Branca promete ter. Trump adotou uma postura que contrasta radicalmente com sua história pessoal de declarações de amor político ignoradas ou respondidas com desdém.

Durante a conversa, Trump disse que admira a trajetória política de Lula e afirmou ter pesquisado sobre a vida dele. O presidente americano manteve um tom genuinamente amistoso enquanto o brasileiro se colocava à disposição para viajar aos Estados Unidos. Lula aproveitou para inserir na pauta temas de interesse bilateral, incluindo conflitos internacionais e o papel da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump respondeu que tem interesse em ouvir as opiniões de Lula sobre esses assuntos. Depois que Lula sinalizou prontidão em viajar, Trump afirmou que sua equipe cuidaria dos detalhes. O aval à data chegou já no sábado (2).

A cena é particularmente irônica quando se recua sete anos na história. Em 2019, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York, Jair Bolsonaro se cumprimentou brevemente com Trump após seus discursos. Segundo o blog do jornalista Lauro Jardim, diplomatas presentes na “sala GA-200”, que abrigava presidentes antes e depois dos discursos, testemunharam o momento em que Bolsonaro disparou um “I love you” em direção a Trump. A resposta foi gelida: um “nice to see you again” (bom te ver de novo) dito com desinteresse. Trump não retribuiu o sentimento. Bolsonaro, constrangido, posteriormente agradeceu nas redes sociais pela consideração que imaginava ter recebido do presidente americano.

A humilhação não era inédita na trajetória de Bolsonaro. Meses antes, o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, havia revelado que recebeu um “eu te amo” de Bolsonaro via aplicativo de mensagens. Questionado sobre qual havia sido sua resposta, Maia foi pontual e desmoralizador: “kkk”. Bolsonaro tinha hábito de declarações amorosas que não encontravam correspondência.

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