Pesquisa BTG mostra que estratégia de atacar Lulinha não enfraquece Lula nas urnas

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) usou os três inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para tentar desidratar a campanha de Lula na corrida presidencial. A tática não é nova. Em 2006, 2018 e 2022, sempre em ano eleitoral, o nome do empresário entrou em alguma investigação. Nunca foi condenado. Nas redes sociais e na máquina de fake news, Lulinha já foi dono de uma Ferrari de ouro, suposto dono da Friboi e principal acionista da Oi. Tudo mentira.

A entrada de Alfredo Gaspar (PL) como vice de Flávio Bolsonaro reforçou a impressão de que a extrema direita concentraria fogo no filho do presidente para tentar abrir espaço nas pesquisas. Era a aposta do início de campanha. A primeira medição após a abertura dos inquéritos, porém, veio com uma ducha de água fria.

A pesquisa BTG/Nexus, realizada entre os dias 7 e 9 de agosto, mostra que Lula ampliou a vantagem sobre o senador fluminense. No primeiro turno, o petista registra 40% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro. O presidente perdeu um ponto em relação à sondagem anterior; o adversário perdeu dois. No segundo turno, Lula aparece com 47%, contra 44% do bolsonarista. Na semana anterior, a diferença era de apenas um ponto: Lula tinha 46% e Flávio, 45%. A vantagem que era de um ponto passou para três.

Os números revelam algo que deveria fazer qualquer estrategista repensar o roteiro. Uma campanha sem propostas concretas para apresentar ao eleitor e sem ataques substanciais e factuais contra a gestão do governo Lula decidiu apostar sua primeira cartada em reviver um espantalho já desgastado. Funcionou em outros ciclos eleitorais como tática de desgaste, ainda que nunca tenha resultedo em condenação ou prova concreta. Em 2026, aparentemente, o eleitorado já cansou desse filme.