STF recebe pedido de prisão preventiva contra Jair Bolsonaro
Data: 22 de agosto de 2025
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, na tarde desta sexta-feira (22), uma representação solicitando a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro no âmbito da Ação Penal 2.668. O documento foi apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias, que alega descumprimento de medidas cautelares impostas pela Corte.
A representação sustenta que Bolsonaro teria violado determinações judiciais, mantido comunicação com outros investigados no mesmo processo e organizado uma estrutura de envio massivo de mensagens para influenciar autoridades e interferir no andamento de processos judiciais. O ex-presidente também é acusado de pressionar o ambiente político através dessa rede de comunicação.
O documento apresenta três justificativas centrais para o pedido de prisão preventiva. A primeira refere-se à necessidade de proteção da ordem pública e econômica, considerando a capacidade demonstrada por Bolsonaro de mobilizar apoiadores em território nacional e internacional.
A segunda fundamenta-se no descumprimento sistemático e reiterado das restrições impostas pela Corte. Já a terceira justificativa aponta para o risco concreto de fuga, reforçado pela descoberta de uma minuta de pedido de asilo político direcionado ao governo argentino.
Segundo a cronologia apresentada na representação, a Polícia Federal apreendeu o celular de Bolsonaro em 18 de julho. Uma semana depois, em 25 de julho, o ex-presidente teria ativado um novo aparelho sem comunicar à Justiça, contrariando a determinação de monitoramento das comunicações. No início de agosto, a PF identificou o envio de 363 mensagens através de listas de transmissão do WhatsApp.
As mensagens teriam sido distribuídas por meio de quatro listas estrategicamente segmentadas: “Deputados”, “Senadores”, “Outros” e “Outros 2”. De acordo com a representação, os contatos foram selecionados especificamente para amplificar conteúdo de natureza política.
A representação aguarda análise do STF, e Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido de prisão preventiva.




