Wagner Moura arrasa nos EUA e ganha até drinque com seu nome: “O Agente Secreto” conquista Hollywood
Data: 7 de janeiro de 2026
O cinema brasileiro está fazendo bonito lá fora de um jeito que dá orgulho. Wagner Moura e “O Agente Secreto”, do Kleber Mendonça Filho, estão literalmente arrasando nas premiações americanas, e olha que coisa linda: o ator até ganhou um drinque com o nome dele no New York Film Critics Circle. Sim, existe agora um “Wagner Moura-tini” sendo servido em Nova York, uma releitura do martini clássico com vodca, purê de lichia e citrus. Se isso não é reconhecimento internacional, eu não sei mais o que é.
“O Agente Secreto” faturou o prêmio de Melhor Filme Internacional no Critics Choice Awards no último domingo, derrotando concorrentes pesados como “Foi apenas um acidente” e “A Garota canhota”. E na terça-feira, Wagner Moura recebeu o troféu de melhor ator no New York Film Critics Circle, uma das associações de críticos mais prestigiadas dos Estados Unidos, com mais de 50 membros especializados. Imagina assim: um ator brasileiro sendo reconhecido pela elite da crítica americana por interpretar um professor que volta ao Recife durante a ditadura militar para reencontrar o filho.
O que mais impressiona nessa história toda é a qualidade do reconhecimento que Wagner está recebendo. Lupita Nyong’o, que ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por “12 Anos de Escravidão”, foi quem entregou o prêmio para ele e disse uma coisa linda: “A atuação de Wagner é extraordinária. Por meio de uma resiliência silenciosa e uma bela sutileza, ele ilumina o que significa abraçar nossa história”. Cara, quando uma atriz do calibre da Lupita fala isso sobre um trabalho brasileiro, é porque a coisa está no nível internacional mesmo. E olha que interessante: ela destacou justamente a “resiliência silenciosa”, que é exatamente o que o filme mostra sobre como o povo brasileiro resistiu à ditadura.
Agora vamos falar do que isso significa para o Oscar, porque a expectativa está nas alturas. “O Agente Secreto” é o filme escolhido pelo Brasil para tentar uma indicação ao Oscar de melhor filme internacional, e com esses prêmios todos, as chances estão cada vez melhores. O Critics Choice Awards é considerado um termômetro para o Oscar, já que a maioria dos indicados e vencedores tradicionalmente antecipa as preferências da Academia.
Wagner também concorre ao Globo de Ouro no domingo nas categorias de melhor filme de drama, melhor filme em língua estrangeira e melhor ator, e mesmo se não levar, o fato de estar concorrendo já mostra o alcance internacional do trabalho.
O filme conta a história de um professor universitário que volta ao Recife nos anos 1970 para reencontrar o filho caçula, enfrentando todos os riscos de estar no Brasil durante a ditadura militar. E olha que timing perfeito para esse reconhecimento internacional: num momento em que o Brasil ainda está se recuperando de tentativas autoritárias recentes, ter um filme sobre resistência à ditadura sendo premiado lá fora é quase um recado do universo.
Kleber Mendonça Filho, que dirigiu a obra, tem todo o direito de estar orgulhoso, porque conseguiu fazer um filme que funciona tanto no Brasil quanto no exterior. Não é fácil contar uma história tão brasileira, tão específica do nosso contexto histórico, e fazer com que ela ressoe com críticos e audiências americanas. Mas é exatamente isso que acontece quando você tem talento de verdade e uma história universal de resistência e amor familiar por trás de tudo.
O que estamos vendo aqui é o cinema brasileiro finalmente ocupando o lugar que merece no cenário internacional. Depois de anos de desmonte da cultura no país, de cortes de verbas e ataques aos artistas, ver Wagner Moura sendo aplaudido de pé em Nova York e ganhando um drinque com seu nome é uma vitória que vai muito além do individual. É a prova de que quando a arte brasileira tem condições de ser produzida e divulgada, ela compete de igual para igual com qualquer produção mundial. E isso deveria encher de orgulho todo brasileiro que acredita na força da nossa cultura.




