Portal do Ricardo Mello

PGR diz não à mordomia de Bolsonaro e diz não à prisão domiciliar do golpista

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha

Data: 20 de fevereiro de 2026

Olha só que coisa, meus amigos. Enquanto a gente rala pra pagar as contas e a saúde pública vive aos trancos e barrancos, tem gente que, mesmo condenada a quase 30 anos por tentar virar a mesa da democracia, ainda acha que merece um tratamento VIP na cadeia. É o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), não tem direito a prisão domiciliar. A decisão da PGR, que se manifestou contra o pedido da defesa, joga um balde de água fria na esperança de quem sonhava em trocar a cela por um sofá mais confortável.

A defesa do ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses por aquela tentativa de golpe que a gente bem conhece, reforçou o pedido de prisão domiciliar humanitária no último dia 11. O argumento? Uma tal de “multimorbidade crônica”, que incluiria problemas cardíacos, respiratórios e sequelas de cirurgias abdominais.

Parece grave, né? Mas a coisa não é bem assim. Um laudo da perícia médica, porém, foi categórico: as comorbidades do ex-presidente não demandam assistência hospitalar. Ou seja, não é caso de vida ou morte que exija uma UTI particular em casa.

O procurador-geral, Paulo Gonet, não é bobo nem nada. Ele lembrou que o ministro Alexandre de Moraes já havia negado pedidos anteriores da defesa. E por que? Pela gravidade dos atos de Bolsonaro, que, segundo a PGR, foram voltados à fuga e ao descumprimento de medidas cautelares. Não é pouca coisa, não. É a velha história de tentar driblar a lei e depois chorar as pitangas.

E pra quem pensa que o ex-presidente está em condições desumanas, a realidade é outra. Bolsonaro está na Papudinha, o 19º Batalhão da PMDF, desde 15 de janeiro. E lá, meus caros, não é qualquer lugar. O batalhão dispõe de assistência médica 24 horas e até uma unidade avançada do SAMU. Mais estrutura que muito hospital por aí, diga-se de passagem.

A cela dele, aliás, é a mesma de Anderson Torres e Silvinei Vasques. Ou seja, não é um calabouço medieval, é um lugar com as condições necessárias para quem está sob custódia.

A manobra da defesa, com esse pedido de domiciliar, parece mais uma tentativa de tirar o ex-presidente do xadrez, mesmo que seja um xadrez com ar condicionado e médico à disposição. É a velha tática de tentar usar a saúde como salvo-conduto para escapar da responsabilidade pelos seus atos. Mas a justiça, pelo menos nesse caso, parece estar de olho.

A PGR, ao se posicionar firmemente contra a prisão domiciliar, manda um recado claro: a lei é para todos, e a tentativa de golpe não é um resfriado que se cura em casa. Bolsonaro, por enquanto, segue onde deve estar, com toda a assistência necessária, mas sem o conforto do lar que tanto almeja. E a democracia, essa sim, agradece a cada passo firme da justiça.

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