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Mercado imobiliário brasileiro bate recorde em 2025 com Minha Casa, Minha Vida em alta

Data: 23 de fevereiro de 2026

O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 como um dos melhores anos da história recente, e não é exagero dizer isso. Os números falam por si: 453 mil unidades lançadas, R$ 292,3 bilhões em valor geral de lançamentos e um crescimento que surpreendeu até os mais otimistas do setor.

O grande responsável por esse desempenho? O Minha Casa, Minha Vida. O programa habitacional do governo não apenas cresceu, como se consolidou como o motor principal do mercado imobiliário nacional.

Os números que impressionam

Vamos aos dados concretos. No quarto trimestre de 2025, o mercado lançou 133.811 unidades, um crescimento de 18,6% em relação ao trimestre anterior. No acumulado anual, foram 453.005 unidades lançadas, representando um aumento de 10,6% em comparação a 2024. Esses são recordes históricos.

O valor geral de lançamentos atingiu R$ 292,3 bilhões, o maior valor já registrado na história do mercado imobiliário brasileiro. Um aumento de 10,6% em relação ao ano anterior. Não é apenas crescimento, é crescimento robusto.

As vendas também acompanharam essa trajetória. Houve um aumento de 5,4% no volume de vendas e de 6,2% na oferta final de unidades. O mercado fechou 2025 com 347.013 unidades em oferta, um crescimento de 8%.

Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente-executivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), resume bem o cenário: “A demanda se sustentou no ano mesmo diante de um cenário de juros elevados, mostrando que o déficit habitacional ainda persiste, que o brasileiro está em busca constante pela realização do sonho de ter sua casa própria”.

Se o mercado imobiliário em geral teve um bom ano, o Minha Casa, Minha Vida teve um ano excepcional. O programa registrou crescimento em todos os indicadores. Lançamentos subiram 13,5%, vendas cresceram 15,9% e a oferta aumentou 17,6%.

No quarto trimestre de 2025, o MCMV lançou 69.188 unidades, a maior marca para o programa em um trimestre. Vendeu 53.145 unidades, outro recorde. Esses números não são coincidência. Refletem uma estratégia de governo que funciona.

No balanço anual, o programa atingiu 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas. A região Sudeste concentra a maior parte dessa produção, respondendo por cerca de 42% da população brasileira, conforme dados do IBGE.

Em São Paulo, a maior cidade do país, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 62% dos lançamentos e 63% das vendas de janeiro a outubro de 2025, segundo o Secovi-SP. Isso não é apenas um programa habitacional. É a transformação do mercado imobiliário brasileiro.

O setor de construção civil também cresce

O setor de construção civil cresceu 2% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, segundo o IBGE. A geração de empregos com carteira assinada foi de 192.176 em 2025 até novembro, um aumento de 6,73% sobre o mesmo período de 2024.

No total, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor em novembro era de 3.049.483. Isso significa que o Minha Casa, Minha Vida não apenas constrói casas. Constrói empregos, renda e dignidade.

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