Desembargador que absolveu estuprador é alvo de sete denúncias de abuso sexual
Data: 26 de fevereiro de 2026
Sete pessoas denunciaram o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por abuso sexual. A informação foi divulgada pela deputada federal Duda Salabert à Rádio Itatiaia nesta quinta-feira (26). Segundo ela, todas as denúncias já foram formalmente encaminhadas ao Ministério Público e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Quatro delas já chegaram oficialmente ao CNJ, conforme informou o portal G1.
O magistrado ganhou projeção nacional por ter atuado como relator no julgamento que resultou na absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. Agora enfrenta acusações de ter cometido o mesmo tipo de crime contra sete pessoas.
Uma das denúncias veio de Saulo Láuar, de 42 anos, primo de Magid pela linha materna. Saulo formalizou ao CNJ uma denúncia por uma tentativa de estupro que teria ocorrido quando ele tinha 14 anos. Ele prestou depoimento nesta terça-feira (24), em Teófilo Otoni, e depois decidiu tornar público o relato. Segundo Saulo, a situação tem causado sofrimento à família, especialmente à mãe e ao irmão, que temem pela segurança dele. Familiares de outra vítima que se manifestou nas redes também demonstram preocupação.
“Essa história não é mais só minha”, afirmou Saulo em publicação nas redes sociais, dizendo que seguirá até onde for possível, apesar do medo.
O recuo após a repercussão
Após toda essa repercussão nacional, Magid Nauef Láuar reformou sua própria sentença nesta quarta-feira (25). A absolvição virou condenação. O homem de 35 anos agora está condenado a nove anos e quatro meses de prisão, assim como a mãe da vítima, que também foi condenada por omissão.
Na nova decisão, o magistrado fala em “corrigir erros” e cita a “repercussão do caso” como elementos que fundamentaram a mudança. Começou a argumentação citando uma frase do filósofo britânico David Miller: “Se temos um desejo sincero de descobrir como é o mundo, devemos estar preparados para corrigir erros; se vamos corrigi-los, devemos estar preparados para cometê-los”.
O caso que começou tudo
A história começou em abril de 2024, quando o Ministério Público de Minas Gerais denunciou o homem de 35 anos por estupro de vulnerável. A menina de 12 anos morava com ele, com permissão da mãe, e deixou de frequentar a escola. Na delegacia, ele confirmou manter relações sexuais com a adolescente e disse ter recebido autorização da mãe para “namorá-la”. O homem tinha passagens policiais por homicídio e tráfico de drogas.
Em novembro de 2025, a 1ª Vara Criminal condenou ambos a nove anos e quatro meses. Eles recorreram. Magid Nauef Láuar, como relator da 9ª Câmara Criminal do TJMG, absolveu os dois. Absolvição que durou até a repercussão nacional explodir.
O TJMG informou que o desembargador não irá se manifestar.





Ahhhhhhh a PODEROSA REPERCUSSÃO PÚBLICA‼️✌🏽
Qdo o povo entender definitivamente o seu poder, os canalhas não terão tanta certeza da IMPUNIDADE.
Mas eles sempre existirão!
Só assim. Sem ela, estaríamos ainda pior!