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Guerra no Oriente Médio fecha estreito de Ormuz e ameaça economia global

Ataques continuaram durante todo domingo

Data: 3 de março de 2026

Israel intensifica os bombardeios simultâneos contra Líbano e Irã enquanto autoridades iranianas ampliam ataques contra bases americanas na região. No quarto dia do conflito, o impacto transcende o Oriente Médio e começa a afetar mercados financeiros, rotas comerciais e cadeias de suprimento em todo o mundo.

Segundo autoridades israelenses, o palácio presidencial iraniano e a sede do Conselho de Segurança foram atingidos. O Crescente Vermelho registra 787 mortos no Irã pelos bombardeios, enquanto a Unicef confirma mortes de crianças no Irã, Israel e Líbano. Pelo menos 153 cidades iranianas foram afetadas, com 504 locais atingidos e 1.039 ataques registrados até agora.

No Líbano, Israel ampliou ataques contra bases do Hezbollah, forçando 80 cidades a serem evacuadas. Centenas de libaneses dormem nas ruas enquanto famílias formam filas para deixar grandes centros urbanos. O ministro da Defesa Israel Katz autorizou tropas a controlar novas posições estratégicas no Líbano, alimentando suspeitas entre diplomatas de que Netanyahu esteja usando a ocasião para ocupar partes do país vizinho.

O governo Trump ordenou que todos os cidadãos americanos saiam imediatamente de 15 países, incluindo Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O Departamento de Estado retirou funcionários substanciais de embaixadas na região. A embaixada dos EUA em Riad foi atacada na segunda-feira, e a embaixada no Kuwait suspendeu operações.

Impacto global

O fechamento do Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã, representa a maior ameaça à economia global. O Irã alertou que incendiará qualquer embarcação tentando cruzar o estreito, deixando cerca de 160 navios parados na região. Aproximadamente 20% do fornecimento global de petróleo passa por essa rota, com a maior parte indo para Ásia, particularmente China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Cerca de 30% do suprimento europeu de combustível de aviação também transita pelo estreito, assim como fertilizantes destinados à Índia e Brasil.

Os preços do petróleo subiram pelo terceiro dia consecutivo, com o contrato futuro do Brent se aproximando de US$ 80, com temores de que chegue a US$ 100. A Coreia do Sul viu sua bolsa cair mais de 5%, e economistas alertam para inflação na Europa e abalo no euro.

A China, principal compradora de petróleo iraniano, soou o alerta. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, declarou que Pequim “insta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares” e manterem a segurança das rotas marítimas. Philip Lane, economista-chefe do Banco Central Europeu, alertou ao Financial Times que o cenário pode causar inflação regional e abalar a moeda europeia.

A França anunciou envio de sistemas de defesa aérea para o Chipre após base britânica na ilha ser atingida por drones iranianos. O governo iraniano alertou que qualquer envolvimento europeu será respondido por Teerã. Em Omã, drones iranianos afetaram uma refinaria de petróleo, sinalizando que Teerã foca parte dos ataques contra instalações de energia na região.

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