Flávio e Eduardo Bolsonaro conseguiram o que queriam nos corredores de Washington. Depois de pressionar os americanos, os Estados Unidos agora estudam rotular o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O jornal The New York Times revelou como essa articulação familiar abriu as portas do Departamento de Estado para uma agenda que deveria ser exclusivamente brasileira.
Saiba o que pode acontecer com o Brasil se Trump classificar PCC e CV como terroristas
Aqui está o problema que ninguém quer nomear: quando políticos brasileiros vão a Washington pedir que os americanos classifiquem facções nacionais como terroristas, eles não estão combatendo crime. Estão entregando a soberania do país nas mãos de quem não tem interesse em resolver nossos problemas, apenas em expandir sua influência geopolítica.
Sim, PCC e CV são facções criminosas que causam destruição. Mas a solução para isso não vem de Washington. Vem de políticas públicas brasileiras, de investimento em segurança, de inteligência nacional e de vontade política de quem realmente governa aqui. Quando você deixa que estrangeiros decidam quem é terrorista no seu país, você abdica do direito de governar.
Flávio e Eduardo não estão sendo patriotas. Estão sendo intermediários de uma potência estrangeira que quer ditar como o Brasil deve lidar com seus próprios problemas. A reportagem mostra que essa pressão veio de encontros estratégicos, conectando o lobby familiar a uma agenda que beneficia Washington, não o Brasil.
Quando os EUA classificam uma organização como terrorista, eles ganham poder para congelar bens, cortar financiamentos e até intervir militarmente. Isso significa que decisões sobre segurança interna brasileira passam a ser tomadas por burocratas americanos. Significa que o Brasil perde autonomia sobre como combate suas próprias facções. Significa que a soberania nacional vira moeda de troca em negociações familiares.
A pergunta que fica é incômoda: será que Flávio e Eduardo estão pensando no Brasil ou apenas em como essa articulação com Washington pode fortalecer suas próprias ambições políticas? Porque quando você vende a soberania do país, você não está combatendo crime. Você está cometendo traição.
Leia o texto do New York Times aqui.

