Lula lidera entre eleitores de centro enquanto polarização cristaliza o voto
Data: 28 de março de 2026
A pesquisa Datafolha divulgada no começo de março mostra algo que deveria preocupar quem aposta em polarização simples: Lula está à frente de Flávio Bolsonaro justamente onde mais importa. Entre os eleitores que se autoidentificam como de centro, o presidente tem 31% das intenções de voto contra apenas 17% do senador. A margem de erro é de cinco pontos, mas a vantagem numérica é clara.
Esses números importam porque o eleitor de centro pode ser decisivo em outubro. Não é petista de carteirinha, não é bolsonarista convicto. É aquele que vota pensando em quem faz menos estrago ou quem oferece mais benefício. E por enquanto, esse eleitor está olhando mais para Lula.
A pesquisa foi realizada de 3 a 5 de março com 2.004 entrevistas em 137 municípios. O Datafolha usou duas escalas diferentes para medir posicionamento político. Na primeira, de 1 a 7, sendo 1 máximo à esquerda e 7 máximo à direita, o centro corresponde ao número 4. Na segunda, de 1 a 5, sendo 1 bolsonarista e 5 petista, o centro é o número 3.
No segundo turno entre Lula e Flávio, os dois aparecem tecnicamente empatados entre o eleitor de centro. O presidente tem 41% e o senador 32%, com 24% votando em branco. Mas aqui a margem de erro de cinco pontos deixa tudo mais incerto. Na simulação com todo o eleitorado, o cenário é ainda mais apertado: Lula com 46% e Flávio com 43%.
O que chama atenção é a rejeição. Entre os eleitores de centro, 45% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum no primeiro turno, enquanto 51% rejeitam Flávio. Parece pouco, mas em uma eleição acirrada, essa diferença de seis pontos pode ser tudo. O eleitor independente não escolhe o candidato ideal. Escolhe o menos pior.
A pesquisa também revela algo preocupante para quem acredita em consenso: a polarização está cristalizada. Na escala de 1 a 5, 28% se identificam como bolsonaristas máximos e outros 28% como petistas máximos. Esses números não variaram nos últimos anos além da margem de erro. É como se o país tivesse se dividido em dois blocos que não se mexem.
Mas há esperança para quem quer disputar votos. Mais de um terço do eleitorado se posiciona no meio ou tende para um lado sem se identificar fortemente. Na escala de 1 a 7, 29% se colocam no máximo à direita, 17% no centro e 15% no máximo à esquerda. Os demais se distribuem de forma equilibrada.
Aqui está o ponto que ninguém deveria ignorar: 79% dos eleitores de centro dizem que preferem que a maior parte das ações do próximo presidente seja diferente das de Lula. Isso não significa que vão votar em Flávio. Significa que querem mudança, mas não sabem bem qual mudança. Flávio ainda não conseguiu convencer esse eleitor de que é a mudança que ele quer.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o código BR-03715/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais para o eleitorado geral.





É impressionante como temos fascistas em nosso meio. Depois de tudo que a extrema direta, desde o Temer, depois o Bolsonaro, fizeram contra o povo e a nação, esses mesmos ainda assim, dizem não votar em nosso melhor presidene da história, claro, o presidente Lula.