Bolsonaro e seus cúmplices do Golpe serão julgados a partir de 2 de setembro
Data: 15 de agosto de 2025
A espera acabou. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 2 de setembro o início do julgamento de Jair Bolsonaro e de sua cúpula militar e política pela tentativa de golpe de Estado. A data, que marca um passo crucial na defesa da democracia, foi aguardada por milhões de brasileiros que presenciaram a violência e o desrespeito às instituições.
O julgamento, que será realizado na Primeira Turma do STF, terá sessões nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. As sessões matutinas e vespertinas indicam a seriedade com que a Corte tratará o caso, que tem o ex-presidente como o principal orquestrador de uma trama que visava subverter a ordem democrática.
A trama e seus personagens
No centro da ação penal estão os nomes mais importantes da tentativa de golpe. Além de Bolsonaro, serão julgados os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além de Almir Garnier, Alexandre Ramagem e Mauro Cid. Todos são acusados de integrar o chamado “núcleo crucial” da suposta organização criminosa.
Esses homens são denunciados por crimes graves, que colocaram em risco a soberania do Brasil e a vontade popular expressa nas urnas. O rol de acusações inclui:
- Organização Criminosa Armada: Articular um grupo para cometer crimes com uso de armas.
- Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito: Tentar, por meio da força, impedir o funcionamento dos poderes constitucionais.
- Golpe de Estado: Ação direta para derrubar o governo legitimamente eleito.
- Dano Qualificado contra o Patrimônio da União: Destruição de bens públicos.
- Deterioração de Patrimônio Tombado: Danos ao patrimônio histórico e cultural do país.
As acusações refletem a magnitude dos crimes cometidos, com penas máximas que podem chegar a 43 anos de prisão. O julgamento não é apenas um ato jurídico, mas um momento histórico para reafirmar que a democracia brasileira é inegociável e que os ataques contra ela não ficarão impunes.




