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China reabre mercado para o frango brasileiro e valida diplomacia do governo Lula

Agência Brasil

Data: 7 de novembro de 2025

Decisão chinesa é um alívio para a economia e um reconhecimento da competência técnica e da articulação política do país no cenário global.

Uma notícia que traz um grande alívio para a economia brasileira e, mais do que isso, um forte recado político. A China, nosso gigante parceiro comercial, anunciou nesta sexta-feira (7) o fim da suspensão à compra de carne de frango brasileira. A medida, que estava em vigor desde maio, havia sido uma resposta ao único e já superado caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.

A decisão não é apenas um procedimento técnico. Ela é o resultado de uma intensa e bem-sucedida articulação diplomática do governo brasileiro, mostrando que o diálogo e a seriedade na política externa trazem resultados concretos para o país.

O fim de uma crise controlada

Vamos entender o contexto: em maio, um único foco de gripe aviária foi detectado em uma produção comercial em Montenegro (RS). Imediatamente, o Brasil agiu, e o caso foi isolado e controlado. Mesmo assim, seguindo protocolos internacionais, a China suspendeu as importações, o que representou um baque significativo, já que os chineses eram, até então, nossos maiores compradores.

Só nos primeiros cinco meses de 2025, o Brasil havia exportado mais de 228 mil toneladas de frango para lá, gerando uma receita de quase US$ 550 milhões. Perder, mesmo que temporariamente, esse acesso, acendeu um alerta.

Contudo, o Brasil fez o dever de casa. Em 18 de junho, o país já se declarava oficialmente livre da doença. A União Europeia reconheceu isso em setembro, e agora, a China, o último grande mercado que mantinha restrições, se junta ao coro.

O peso da diplomacia na balança comercial

Aqui está o ponto central da história. A reabertura não aconteceu por acaso. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa os gigantes do setor, fez questão de elogiar nominalmente o esforço do governo. Em nota, a entidade celebrou o resultado creditando-o à “competência técnica e diplomática do Brasil”.

Isso significa que houve um trabalho de bastidores intenso e profissional, envolvendo o Ministério da Agricultura, sob o comando de Carlos Fávaro, o Itamaraty e o próprio Palácio do Planalto. Foi preciso negociar, apresentar garantias e renegociar certificados sanitários para provar que o Brasil é um parceiro confiável e que seus sistemas de controle funcionam.

É a prova de que uma política externa ativa e pragmática, que busca o diálogo em vez do confronto, é fundamental para proteger nossos interesses econômicos e os empregos gerados por setores tão importantes.

O que isso significa na prática?

A reabertura do mercado chinês é mais do que uma boa notícia para os exportadores. É um selo de confiança na capacidade produtiva e sanitária do Brasil. Garante a manutenção de um fluxo comercial vital, que gera receita, movimenta a economia e sustenta milhares de empregos em toda a cadeia produtiva.

Mais do que garantir divisas, o episódio mostra que, com seriedade e articulação, o Brasil reconquista seu espaço e sua credibilidade no cenário internacional. É uma vitória que deve ser celebrada não apenas pelo agronegócio, mas por todos que entendem a importância de um país soberano e respeitado no mundo.

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