Saiba quais partidos que votaram pelos golpistas e contra a democracia
Data: 1 de maio de 2026
A Câmara e o Senado derrubaram o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria na tarde de quinta-feira (30 de abril), abrindo caminho para reduzir as penas de Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O placar foi de 318 votos favoráveis na Câmara e 49 no Senado, bem acima dos 257 e 41 necessários, respectivamente.
O resultado revela algo que merecia mais atenção: seis partidos na Câmara votaram integralmente a favor da redução das penas. PL, PSDB, Novo, PRD, Cidadania e Missão fecharam fileira em apoio ao texto.
No Senado, cinco partidos fizeram o mesmo: PL, PSDB, Novo, União Brasil e Avante. Republicanos e Podemos tiveram uma ausência cada, mas todos os seus senadores presentes votaram contra o governo.
PP e Solidariedade votaram em peso contra o PL da Dosimetria, mas tiveram abstenções.
Do outro lado, PT, PSOL, PCdoB, PV e Rede mantiveram coesão total na Câmara para preservar o veto presidencial. No Senado, PT e PDT também não abriram exceções. Enquanto isso, 144 deputados votaram para manter a posição de Lula, e 24 senadores fizeram o mesmo.
A votação expõe as fraturas reais do Congresso. Não se trata apenas de números ou de um debate técnico sobre dosimetria penal. Trata-se de qual lado da história cada partido escolheu ficar quando a democracia estava em jogo. Alguns partidos decidiram que reduzir penas de quem tentou derrubar o regime democrático era prioridade. Outros resistiram. A escolha de cada um ficou registrada.




