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Comissão conclui que ditadura militar assassinou Juscelino Kubitschek

Data: 8 de maio de 2026

Você já parou pra questionar a versão oficial da morte de Juscelino Kubitschek? Aquela história de acidente de carro na Via Dutra em 1976 sempre soou conveniente demais. Pois a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, conhecida como CEMDP, botou os pingos nos is. Leia a íntegra da reportagem da Folha de São Paulo.

A historiadora Maria Cecília Adão preparou o relatório que derruba o mito. Conclusão direta: JK sofreu assassinato pelas mãos da ditadura militar. O Opala dele capotou e incendiou na rodovia, deixando o veículo em pedaços e matando também o motorista Geraldo Ribeiro. Mas o perito Sergio Ejzenberg analisou os destroços e apontou inconsistências graves nos danos que não combinam com colisão simples.

Esse trabalho ganhou força no inquérito civil do Ministério Público Federal, rodado de 2013 a 2019. A comissão aplicou o princípio in dubio pro victima, ou seja, na dúvida favoreça quem não pode se defender. Resultado: aprovação por cinco dos sete membros. A certidão de óbito sai retificada em breve.

Junte as peças. JK voltava como senador cassado desde 1964, comandava a Frente Ampla em oposição ferrenha ao regime e atuava no pico da Operação Condor. Perfil de risco alto pra quem mandava na repressão. A ditadura tinha mania de maquiar crimes assim, vide o caso Zuzu Angel, outra vítima de acidente que cutucava o vespeiro dos desaparecidos.

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