Alexandre de Moraes decreta prisão de Ramagem após fuga aos EUA patrocinada pela Câmara
Data: 21 de novembro de 2025
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), braço direito de Jair Bolsonaro, depois que o parlamentar simplesmente sumiu do Brasil e apareceu curtindo a vida em um condomínio de luxo em North Miami.
Condenado a 16 anos de prisão pela trama golpista, Ramagem estava proibido de sair do país. O STF havia imposto medidas cautelares claras: entregar todos os passaportes e ficar quietinho em território nacional. Mas o deputado decidiu que essas regrinhas não se aplicavam a ele.
Agora a Polícia Federal corre atrás de entender como ele conseguiu deixar o Brasil. Será que usou documento falso? Saiu de barquinho? A investigação promete revelar detalhes constrangedores sobre mais essa tentativa de driblar a Justiça.
A Câmara sabia de tudo
A história fica ainda mais suja quando descobrimos que a própria Câmara dos Deputados estava por dentro da maracutaia. Documentos internos mostram que no dia 18 de novembro Ramagem pediu para trocar o chip do telefone funcional, habilitar roaming internacional e ativar um pacote de dados específico para as Américas.
Coincidência? Claro que não. Esse foi exatamente o dia em que o plenário votava o substitutivo do deputado Guilherme Derrite ao PL Antifacção. Ramagem participou da votação direto de Miami, como se estivesse na sala ao lado.
Os formulários assinados digitalmente pelo próprio parlamentar destroem qualquer tentativa de fingir ignorância. Para votar do exterior, é obrigatório habilitar o serviço internacional, e isso só acontece com autorização formal da Casa.
Ou seja: alguém na Câmara sabia perfeitamente que Ramagem estava nos Estados Unidos quando deveria estar cumprindo as medidas impostas pelo STF. E mesmo assim, permitiu que ele participasse da votação como se nada tivesse acontecido.
O timing dessa fuga não poderia ser mais suspeito. Fontes do governo garantem que o voto de Ramagem foi crucial para manter trechos sensíveis no texto do PL Antifacção. As mudanças propostas por Derrite favorecem interesses das polícias estaduais e enfraquecem operações federais contra o crime organizado.
Câmara tenta se safar com desculpa furada
Pressionada, a Câmara soltou uma nota tentando se livrar da bronca. Alegam que não sabiam da viagem e que Ramagem estava de licença-saúde, o que permitiria voto remoto.
Só tem um probleminha: a autorização para roaming internacional está lá, documentada e assinada. Meio difícil explicar por que alguém de licença-saúde no Brasil precisaria de internet para usar nas Américas.
A versão oficial da Casa não convence, e a pressão sobre Hugo Mota e a Mesa Diretora só aumenta. Eles vão ter que explicar se houve mesmo descumprimento de decisão judicial e quem autorizou todo esse procedimento.




