O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) relatou nesta terça-feira (12) à imprensa que a Polícia Militar o abordou quando chegava em casa, por volta das 22h30 de segunda-feira. A princípio, parecia uma ronda comum. Mas Haddad soube depois que seu motorista foi seguido de forma “intimidadora” e por um tempo que foge de qualquer padrão de rotina.
Segundo reportagem do UOL, a campanha do petista vai questionar o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), seu principal adversário que tenta a reeleição, para saber se a operação foi solicitada e por qual motivo.
A cena é no mínimo inquietante. Um candidato ao governo do maior estado do país sendo escoltado pela PM até a porta de casa e tendo seu motorista perseguido não é exatamente uma tarde tranquila de campanha. Haddad achou que fosse só uma patrulha. Quando descobriu que o acompanhamento ao motorista foi longo e intimidador, a história passou de rota de praxe para algo que merece explicação.
A campanha vai formalizar junto ao governo estadual um pedido de esclarecimento sobre a operação. A pergunta é direta: alguém no comando da segurança pública paulista, sob gestão de Tarcísio, pediu essa abordagem? Em ano de eleição, a suspeita de uso da máquina policial contra um candidato de oposição ganha um peso que nenhuma nota oficial consegue apagar.
Não há, até agora, uma resposta do governo de São Paulo sobre o episódio. A PM também não se manifestou publicamente.

