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Hugo Motta finalmente age e envia pedido para cassar Eduardo Bolsonaro ao Conselho de Ética

Data: 15 de agosto de 2025

Em um movimento que deveria ter acontecido há muito tempo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), finalmente decidiu agir contra a patota golpista que há anos contamina o Parlamento brasileiro. Nesta sexta-feira (15), foram enviados ao Conselho de Ética 20 pedidos de abertura de processos por quebra de decoro parlamentar contra 11 deputados – um acerto de contas tardio, mas necessário.

O destaque vai para Eduardo Bolsonaro (PL-SP), alvo de quatro representações que pedem sua cassação. O filho do ex-presidente transformou-se no que há de mais abjeto na política brasileira: um traidor da pátria que, do conforto dos Estados Unidos, articula sanções contra seu próprio país.

O Traidor em Ação

Eduardo Bolsonaro não é apenas mais um deputado controverso – é um agente ativo contra os interesses nacionais. Investigado por obstrução à Justiça e coação no curso de processo judicial no STF, o parlamentar se licenciou covardemente do cargo e fugiu para os EUA, de onde passou a fazer o trabalho sujo que nem mesmo os inimigos declarados do Brasil ousariam fazer.

As representações do PT e PSOL são cristalinas: Eduardo “atenta contra a soberania do país ao articular sanções ao Brasil”. É difícil encontrar na história republicana brasileira um caso mais flagrante de traição à pátria cometida por um parlamentar em exercício.

“O representado, em total dissintonia com a realidade, atentando contra os interesses nacionais, patrocina, em Estado estrangeiro, retaliações contra o seu próprio país”, denuncia a representação petista. Não há eufemismo que disfarce: estamos diante de um caso clássico de alta traição.

A Chantagem do “Perseguido Político”

Com a cara de pau típica do clã Bolsonaro, Eduardo se apresenta como “perseguido político” – a mesma ladainha repetida por todos os golpistas quando são confrontados com as consequências de seus atos. O cínico ainda tem a audácia de condicionar o fim das sanções norte-americanas a uma “anistia geral e irrestrita” para os conspiradores de 8 de janeiro.

É a chantagem em estado puro: “Me anistiem ou continuarei trabalhando contra o Brasil”. Que tipo de “patriota” condiciona o bem-estar de seu país à impunidade de criminosos? A resposta é simples: nenhum. Eduardo Bolsonaro é um traidor, ponto final.

O Motim dos Derrotados

A pauta da anistia foi uma das bandeiras do patético motim parlamentar da primeira semana de agosto, quando deputados bolsonaristas impediram os trabalhos legislativos numa birra digna de jardim de infância. Foi o último suspiro de uma oposição que, derrotada nas urnas, apela para o vandalismo institucional.

A resposta de Hugo Motta foi certeira e deveria ter vindo antes: não haverá cessão à chantagem. “Não é razoável anistiar quem planejou matar pessoas”, declarou o presidente da Câmara. Finalmente, alguém com responsabilidade institucional teve a coragem de chamar os fatos pelos nomes.

A Realidade dos “Perseguidos”

Enquanto Eduardo Bolsonaro chora perseguição política do conforto norte-americano, seu pai, Jair Bolsonaro, responde por liderar uma tentativa de golpe de Estado que incluía planos para assassinar autoridades brasileiras. A Polícia Federal encontrou evidências de uma conspiração que previa matar e prender democratas – e estes criminosos querem anistia?

O julgamento do ex-presidente está marcado para 2 de setembro no STF. Será o momento de a Justiça brasileira mostrar que golpistas não passarão impunes, independentemente do sobrenome que carregam.

A Lista da Vergonha

Além de Eduardo Bolsonaro, outros 10 deputados foram alvo de representações por quebra de decoro: André Janones (Avante-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gilvan da Federal (PL-ES), delegado Éder Mauro (PL-PA), Guilherme Boulos (PSOL-SP), José Medeiros (PL-MT), Sargento Fahur (PSD-PR), Kim Kataguiri (União-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG).

É uma lista heterogênea que mistura golpistas contumazes com parlamentares progressistas – uma demonstração de que o Conselho de Ética terá trabalho para separar o joio do trigo. Mas uma coisa é certa: casos como o de Eduardo Bolsonaro não podem ser tratados como mera “quebra de decoro”. Estamos falando de traição à pátria.

Tarde, Mas Não Tardiamente

A ação de Hugo Motta chega tarde, mas ainda a tempo de mostrar que o Parlamento brasileiro não é terra de ninguém. A democracia brasileira não pode conviver indefinidamente com traidores da pátria ocupando cadeiras no Congresso Nacional.

Eduardo Bolsonaro transformou-se no símbolo máximo da degradação política bolsonarista: um parlamentar que trabalha ativamente contra seu próprio país. Sua cassação não é apenas uma questão de decoro parlamentar – é uma questão de dignidade nacional.

O Brasil não pode permitir que traidores da pátria continuem representando o povo brasileiro. É hora de limpar a casa.

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