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Fim da fonte: PL corta salário de R$ 42 mil de Bolsonaro após condenação por golpismo

Data: 27 de novembro de 2025

O castelo de cartas da extrema-direita brasileira acaba de perder mais uma sustentação importante. O Partido Liberal (PL), legenda de Valdemar Costa Neto, anunciou o que a lei já determinava: o corte do salário de R$ 42 mil e a suspensão das atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora um presidiário. A decisão é uma consequência direta e inevitável de sua condenação pela trama golpista que atentou contra a democracia.

Em um comunicado oficial, o partido tentou enquadrar a medida como um ato de obediência à legislação. Citando a Lei dos Partidos Políticos, o PL informou que, com a suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não havia outra saída a não ser cancelar suas funções e, claro, sua remuneração como “presidente de honra”.

Na prática, a decisão expõe o óbvio: manter um indivíduo condenado por tentar destruir o estado democrático de direito na folha de pagamento se tornou juridicamente e politicamente insustentável.

A conta chegou: condenação por crimes contra a democracia

A situação de Bolsonaro não é pouca coisa. Preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, ele foi condenado a uma pena de 27 anos e três meses de prisão. A lista de crimes é grave e extensa, incluindo liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado e dano contra o patrimônio da União.

O processo, que transitou em julgado no STF, selou seu destino político imediato e forçou o partido que o abrigou a se afastar, ainda que a contragosto. Para o PL, a medida é uma tentativa tardia de controle de danos, buscando se desvincular da figura tóxica de um líder condenado por atacar as próprias instituições que o partido diz representar.

O que isso significa para a extrema-direita?

A suspensão do salário é mais do que uma questão financeira; é um ato simbólico poderoso. Representa o fim de um ciclo em que Bolsonaro, mesmo fora do poder, continuava a ser o centro gravitacional e o principal beneficiário financeiro da estrutura partidária da extrema-direita. Sem o cargo e a remuneração, sua influência dentro do PL fica formalmente zerada, abrindo espaço para disputas internas e um reordenamento de forças.

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