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CENSURA! Igreja Católica proíbe Padre Júlio Lancellotti de usar redes sociais e transmitir missas

Data: 16 de dezembro de 2025

Olha, eu vou começar aqui com uma pergunta bem direta para vocês que estão me acompanhando: o que leva uma instituição religiosa a punir e censurar exatamente aquele padre que mais representa os valores cristãos na prática? Porque é isso que acabou de acontecer em São Paulo, e não tem como fingir que é outra coisa.

Dom Odilo Scherer, o arcebispo de São Paulo, estuda transferir padre Júlio Lancellotti da paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, onde o homem trabalhou por quarenta anos. Sim, vocês ouviram certo, quarenta anos dedicados ao mesmo lugar, à mesma comunidade. E não foi só isso, não. Junto com a possível transferência, veio a CENSURA: proibição de usar redes sociais e o fim das transmissões online das missas que chegavam a fiéis do Brasil inteiro e até do exterior.

Não me parece uma atitude inteligente do líder de uma religião que, ano a ano, vem perdendo fieis para as igrejas evangélicas, vetar a transmissão de missas para todos os cantos do Brasil.

Agora vou explicar para vocês o que está acontecendo de verdade aqui, porque essa história tem muito mais camadas do que parece na superfície. Padre Júlio Lancellotti não é um padre qualquer, ele é o cara que há décadas trabalha com a população em situação de rua através da Pastoral do Povo da Rua. Enquanto muitos ficam no discurso bonito sobre amor ao próximo, esse homem está lá na rua, distribuindo comida, escuta, oferecendo atendimento pastoral, criando projetos sociais concretos.

Vocês sabem o que ele fez recentemente? Inaugurou a Biblioteca Wilma Lancellotti na rua Sapucaia, no Belém, especificamente para atender pessoas em situação de rua. Três mil livros doados, rodas de conversa, incentivo à leitura. Imagina assim, você está na rua, invisível para a sociedade, e alguém te oferece não só comida, mas também conhecimento, dignidade, esperança. É isso que padre Júlio faz, e é exatamente isso que incomoda.

Porque vamos falar claro aqui sobre os bastidores dessa decisão. A Igreja Católica no Brasil, especialmente em suas hierarquias mais altas, vem há anos tentando se equilibrar entre diferentes pressões políticas. De um lado, tem a tradição social cristã, que deveria naturalmente apoiar quem trabalha com os mais pobres. Do outro, tem as pressões conservadoras, os interesses políticos, a necessidade de não incomodar certas esferas de poder.

E padre Júlio incomoda, sim. Incomoda porque ele não fica só no discurso, ele age. Incomoda porque ele usa as redes sociais para mostrar a realidade da rua, para denunciar políticas públicas inadequadas, para dar voz a quem não tem voz. Incomoda porque suas missas transmitidas online chegavam a pessoas que talvez nunca pisassem numa igreja tradicional, mas que se identificavam com uma mensagem cristã verdadeira, sem hipocrisia.

A carta de dom Odilo não explica os motivos da transferência, e vocês sabem por quê? Porque não tem como explicar sem admitir que estão punindo alguém por fazer exatamente aquilo que Jesus faria se estivesse aqui hoje. Não tem como justificar a proibição das redes sociais sem admitir que o problema é a mensagem chegando longe demais, tocando em feridas que preferem manter escondidas.

Dom Odilo está com aposentadoria marcada para abril de 2026, então essa é uma das últimas decisões importantes de sua gestão. E que legado ele escolhe deixar? O de ter silenciado uma das vozes mais autênticas do cristianismo social no país. É uma decisão que vai marcar sua trajetória, e não de forma positiva.

As manifestações de apoio ao padre Júlio que já começaram a surgir mostram que a sociedade entende o que está acontecendo aqui. Fiéis, entidades sociais, voluntários… todo mundo sabe que estão presenciando uma injustiça. E isso deveria fazer a hierarquia da Igreja repensar, mas provavelmente não vai fazer.

O que mais me preocupa nessa história toda é o sinal que isso manda para outros padres e religiosos que trabalham com causas sociais. A mensagem é clara: se você incomodar demais, se sua voz chegar longe demais, se você realmente levar a sério o compromisso com os pobres, você vai ser punido.

É um recado para que todo mundo se mantenha na linha, para que ninguém ouse ser cristão demais.

Mas sabe o que eu acredito? Acredito que padre Júlio vai continuar seu trabalho, independente de onde a Igreja o coloque. Porque o que move esse homem não é a instituição, é a fé verdadeira, é o compromisso com os esquecidos. E isso nenhuma transferência, nenhuma proibição, nenhuma carta oficial consegue tirar dele.

A Igreja Católica perdeu uma oportunidade histórica de mostrar que ainda tem relevância social no Brasil. Escolheu o caminho da acomodação, do silêncio conveniente, da manutenção do status quo. Mas a sociedade brasileira, especialmente aqueles que mais precisam, sabem muito bem quem são os verdadeiros cristãos nessa história.

3 comentários para “CENSURA! Igreja Católica proíbe Padre Júlio Lancellotti de usar redes sociais e transmitir missas”

  1. Um absurdo, a igreja católica controla as Cebs no seu grito de libertação de um povo que luta por vida digna e justiça social, agora quer silenciar o maior exemplo de amor ao próximo de São Paulo, do Brasil e tbm do mundo. Só falta agora fazer parte da política com padres em bancadas católica juntamente com evangélicos com intensão clara de domínio e manipulação. Lamentável e vergonhosa essa decisão do arcebispo de São Paulo.

  2. Que horror. Jamais imaginei que um arcebispo pudesse cometer un ato tão anti-religioso. Pe Júlio nao merece ser punido por hipócritas.

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