Globo tenta incriminar Lula no caso Master e três dias depois pede desculpas
Data: 23 de março de 2026
A GloboNews exibiu na sexta-feira um gráfico que sugeria ligação entre o presidente Lula e as fraudes do Banco Master. Depois de críticas massivas, pediu desculpas, mas sem mencionar o presidente nem explicar quem foi realmente prejudicado pela manipulação visual.
O quadro lembrava perigosamente o PowerPoint que Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, apresentou em 2016 para incriminar o petista. Dessa vez, a emissora colocou Lula em primeiro plano ao lado de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Guido Mantega, ex-ministro. Na sombra ficaram figuras como Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira e Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC quando as fraudes aconteceram.
Campos Neto merecia estar em destaque. Ele presidia o Banco Central enquanto Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, executava suas operações fraudulentas. Hoje Campos Neto é diretor do Nubank, banco que tem a família Marinho como sócia. A mesma família que controla o Grupo Globo. Coincidência?
Já Gabriel Galípolo, que aparecia no gráfico, foi justamente quem agiu para encerrar as fraudes e liquidar o banco. Sua inclusão no quadro sugeria envolvimento onde havia apenas ação corretiva. O governo Lula tomou as providências contra o esquema de Vorcaro, mas o gráfico invertia essa narrativa.
A retratação lida por Andréia Sadi reconheceu que o material estava “errado e incompleto” e não deixava claro o critério de seleção. Mas a emissora não mencionou diretamente Lula, não explicou por que Campos Neto foi omitido e não detalhou a gravidade da suspeição injusta lançada sobre cada personagem. O comunicado ficou vago o suficiente para não ofender ninguém em particular.
Repúdio nas redes
Nas redes sociais, 84% das 159 mil publicações monitoradas em 72 horas criticaram o quadro, segundo análise do especialista em redes Pedro Barciela. Apenas 8% defenderam a GloboNews. Barciela explicou que a emissora fez uma “escolha deliberadamente perversa” ao ignorar os princípios técnicos de um grafo, que deveria dar peso às conexões mais relevantes. Colocar Lula próximo enquanto afastava Bolsonaro e Campos Neto era manipulação disfarçada de jornalismo.
Deputados como Paulo Pimenta e Rogério Correia compararam o episódio ao PowerPoint de Dallagnol, chamando-o de “grotesco” e “pior do que a Lava Jato”. A jornalista Neide Duarte, que trabalhou décadas na Globo, publicou nas redes: “Dia da vergonha”.
O que a Globo tentou fazer foi simples: criar uma narrativa visual que incriminasse o presidente sem evidências sólidas, baseando-se apenas em uma reunião oficial entre Lula e Vorcaro. E “esqueceu” figuras que foram, de fato, implicadas no escândalo. Quando a estratégia explodiu nas redes, pediu desculpas genéricas que protegem seus interesses corporativos enquanto deixam em aberto quem foi realmente prejudicado pela manipulação.





Tinha algum respeito para o jornalismo da globo. Respeito esse que se disfaz dia a dia com o editorial jornalístico atual.
Mais uma armação da Globo. Se Bolsonaro não fosse frouxo, teria fechado essa porcaria.
Isso que é sentir vergonha alheia. Já não basta os editais diários de desinformação.
A grande porcentagem negativa na avaliação, mostra que o povo brasileiro está mais informado.
A grande porcentagem negativa e de repúdio na avaliação, mostra que o povo brasileiro está mais informado.