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STF julga deputados do PL acusados de vender emendas parlamentares para prefeituras

Os deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE)

Data: 9 de março de 2026

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começa na próxima terça-feira (10) o julgamento de oito pessoas acusadas de transformar emendas parlamentares em moeda de troca. Segundo a Procuradoria-Geral da República, os réus formavam o “núcleo central” de uma organização criminosa que desviava recursos públicos. O julgamento será dividido em três sessões: duas na terça-feira, às 9h e às 14h, e uma na quarta-feira (11), também às 9h.

A trama envolve deputados federais do PL que, conforme a PGR, constituíram uma rede voltada à destinação de emendas parlamentares para municípios em troca de propina. O caso mais concreto é a solicitação de R$ 1,667 milhão ao prefeito de São José do Ribamar (MA) como contrapartida pela destinação de R$ 6,671 milhões em emendas. As provas incluem diálogos e documentos apreendidos durante as investigações.

Os acusados são o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), o deputado Pastor Gil (PL-MA), o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE), João Batista Magalhães, Thalles Andrade Costa, Antônio José Silva Rocha, Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto. Josimar responde por corrupção passiva e liderança de organização criminosa, com penas mais severas. Pastor Gil, Bosco Costa e João Batista respondem por corrupção passiva e participação em organização criminosa. Os demais respondem por participação na organização criminosa ou corrupção passiva.

A corrupção passiva ocorre quando alguém solicita ou recebe vantagem indevida em razão de sua função pública, com pena de 2 a 12 anos e multa. O crime de integrar organização criminosa previsto em lei de 2013 tem pena de 3 a 8 anos, além de multa, e fica mais grave para líderes e quando há participação de funcionário público, podendo aumentar de 1/6 a 2/3.

O julgamento segue o rito do Regimento Interno do STF. O relator, ministro Cristiano Zanin, apresenta o relatório. A PGR tem uma hora para expor a acusação, assim como as defesas para apresentar argumentos, embora esses prazos possam ser alterados pelo presidente da Turma.

Após os debates, os ministros votam na ordem de antiguidade: Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente do colegiado. A condenação ou absolvição depende de maioria, ou seja, pelo menos três votos. Se condenados, o relator propõe a pena a ser debatida pelos colegas. Se absolvidos, o caso é arquivado. Em ambos os casos, cabem recursos na própria Corte.

A PGR pede não apenas a condenação, mas também a perda de funções públicas dos réus e a fixação de indenização mínima por danos morais coletivos.

7 comentários para “STF julga deputados do PL acusados de vender emendas parlamentares para prefeituras”

  1. Turma de ladrões, colocada no Congresso pelo presidiário Jair Bolsonaro, Temos obrigação de tirar esta corja não só do Congresso mas de qq serviço público.

  2. Capaz q Xandao de causa ganha pra eles pra tirarem o nome dele do caso Master.
    Estou indignado q Vorcaro não será monitorado com seus advogados no presídio….
    Estão chamando todos nós (Direita, esquerda… tdos)
    Tínhamos q ir pras ruas todos juntos

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